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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dicas para pegar uma boa praia em Barcelona

Dicas para pegar uma boa praia em Barcelona




Ainda que São Pedro esteja fingindo que não é com ele nos últimos dias (o Riq tem feito a mesma queixa sobre Madri lá no Viaje na Viagem), falta pouquíssimo para o início oficial do verão. Ou seja, é hora de “vamos a la playa”.

Pegar uma praia aqui não é a mesma coisa que passar uma tarde em Itapuã, nem em Ipanema. Para você não dar bola fora, aqui vai um pequeno manual de etiqueta, dicas e toques para que você parecer um chico listo, con mucho años de playa.

1. ONDE IR: simplificando um pouco, Barcelona tem 5 praias. A Barceloneta é a mais perto do centro. Também é a mais suja e farofão. Mas é agradável para andar no calçadão, tomar uma cervejinha nos seus botecos e petiscar frutos do mar. Depois vem Nova Icária, a menorzinha, que se aproxima um pouco mais de uma “praia de família”, com menos balada. Na seqüência, você chegará na Praia do Pepê, perdão, em Bogatell. É a maior concentração de brasileiro-de-sungão-olhando-as-mina-de-topless do continente europeu. E também a maior quantidade de corpos bem torneados e peitos sintéticos. Lota absurdamente nos finais de semana, principalmente ao redor dos chiringuitos (os bares da praia). Mais adiante, passando um pequeno morrinho (que é o mais parecido com natureza que se encontra no litoral da cidade), chega-se à Mar Bella. O canto direito de quem olha pro mar é nudista e predominantemente gay (as más línguas apelidaram essa área de Mar Bola). E o canto esquerdo, na minha modesta opinião, é o mais legal de todos. Tem gente bonita, uma baladinha boa (os chiringuitos da Mar Bella, como o Mochima, na foto, são os mais preocupados com Djs e etc) e ninguém pisa na sua cabeça a caminho do mar. Emendada com a Mar Bella fica a Nova Mar Bella, uma praia que, nos finais de semana, fica vazia durante o dia e lota no fim da tarde, quando rola a maior balada pé na areia.

2. COMO IR: Para a Barceloneta, metrô Barceloneta; para Nova Icária, metrô Ciutadella e Vila Olímpica; para Bogatell, metrô Llacuna; para a Marbella, metrô Poble Nou ou Selva de Mar; para a Nova mar Bella, Selva de Mar. Também há vários ônibus, e eles chegam mais perto da praia do que as linhas de metrô (eu sempre prefiro andar de ônibus, para ir vendo a paisagem). Veja que linha usar e como chegar no ótimo site do Transporte de Barcelona. De qualquer forma, a maneira mais agradável de chegar é de bici. Se você não tiver nenhum amigo aqui para emprestar o cartão do Bycing, o sistema de transporte público, alugue uma na Bicicleta Barcelona ou na Barcelona Biking.

3. O QUE VESTIR: Carioca pega ônibus de sunga e com o pé cheio de areia. Catalão não. O povo aqui vai vestido para a praia. Muita gente chega lá de calça jeans, camisa e sapato, fica nu (sim, sem problemas) e veste a bermuda. Na hora de ir embora, repete-se o processo inverso. Vai que bunda de catalão é mais sensível a assaduras... De qualquer forma, não é preciso aderir 100% a esse estilo de indumentária praiana. Basta colocar qualquer coisa que possa se encaixar na categoria “roupa” em cima do biquíni e só tirar quando estiver com o pé na areia.

4. OS BIQUINIS: Você pensa que as brasileiras usam biquínis pequenos? Pois saiba que muitas espanholas vão à praia com apenas um tapa sexo (um micro triangulinho na frente e um fiozinho atrás). E nada mais. Há, também, a tchurma do fraldão. Que convive perfeitamente com a turma do meio termo. Moral da história: em Barcelona vale tudo. Tudo mesmo.

5. O QUE LEVAR: Uma canga pela qual você não nutra um amor especial é fundamental. A areia da praia (que foi construída artificialmente) é uma poeira só. Todo mundo vai embora imundo. Também é sempre bom levar um sanduba, porque as únicas comidinhas são vendidas nos chiringuitos que são caros e muitas vezes estão lotados demais. Nesse verão, ainda não se sabe se os chuveiros da praia terão água ou não (a Catalunha está saindo de um período de seca terrível), então quem tem faniquito quando fica salgado deve considerar a hipóteses de comprar um borrifador.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

República Dominicana

UMA JÓIA COLONIAL BANHADA PELO SOL E MAR CARIBENHOS


Vista de Santo Domingo, a primeira capital do Novo Mundo

De Antonio Banderas a Michael Jackson, diversas celebridades já experimentaram as delícias da República Dominicana. O que demonstra a importância e o potencial deste pequeno e maravilhoso país caribenho

Quem acha que os atrativos do Caribe se resumem à beleza das praias de areia fina e do mar azul turquesa, ainda não conhece a República Dominicana. Verdadeira jóia arquitetônica colonial, sua capital, Santo Domingo, é Patrimônio da Humanidade, declarado pela UNESCO por seus monumentos históricos. Segundo maior país do Caribe, depois de Cuba, a República Dominicana situa-se na ilha Hispaniola, que a divide com o Haiti.


Faro a Colón, museu que guarda os restos mortais de Cristóvão Colombo


Retranca 1 - TURISMO DE AVENTURA E BELEZAS NATURAIS
A República Dominicana possui quase oito milhões de habitantes atraiu em 2000 nada menos que 3,5 milhões de turistas, em sua maioria europeus e canadenses. Eles vêm pelo clima, com temperaturas que oscilam entre 22 e 32 graus e sol brilhando o ano todo; pela natureza de praias, rios, cascatas e montanhas (no centro da ilha, o pico Duarte, de mais de 3.175 metros, é o mais alto das Antilhas).

O turismo de aventura atrai aficionados de rafting, canyoing e montanhismo. Nas águas dominicanas, antigos galeões naufragados e uma belíssima barreira de coral atraem mergulhadores. Mas para quem prefere vida mansa, a orla é pontuada por resorts de luxo. Na costa sul, as praias de Boca Chica, Juan Dolio e La Romana; na do leste, Bávaro e Punta Cana; no norte, Samaná; na costa noroeste, Puerto Plata, na sudoeste, Baraona......as opções são muitas. E para chegar nelas bastas cruzar o país pelas estradas que cortam a ilha.


Monumento a Cristóvão Colombo no centro histórico de Santo Domingo

Retranca 2 - SANTO DOMINGO, O PORTO SEGURO DE COLOMBO
Santo Domingo é a capital mais antiga do Novo Mundo e tem personalidade, tradição -- diferente de suas vizinhas caribenhas que mais parecem free-shops em cidades cenográficas. Aqui está enterrado Cristóvão Colombo, que deixou em testamento seu desejo de repousar eternamente na ilha Hispaniola. Seus restos mortais foram trazidos da Espanha pela nora, Dona Maria de Toledo, junto com os do marido Don Diego de Colón, o primeiro governador de Hispaniola.

Um passeio pelos doze quarteirões do centro histórico da cidade é uma volta no tempo. As construções do século XVI nos transportam ao início da colonização espanhola no Novo Mundo. Uma fortaleza militar, nas margens do rio Ozama, é o marco que separa o mundo antigo do novo. Foi nesta fortaleza que, em 1509, Don Diego de Colón, o filho do descobridor, fez sua entrada triunfal como governador de Hispaniola.

A pouca distância do local está o Alcazar, o Palácio de Colombo, residência de don Diego construída em 1510, hoje um museu com a reconstituição do mobiliário da época. Uma caminhada pela rua das Damas, onde a esposa de Don Diego, Dona Maria de Toledo passeava com suas damas de honra, leva à catedral de Santa Maria de la Encarnación, a mais antiga de toda América, que começou a ser erguida, em 1514, e foi finalizada em 1540.

As ruínas do mosteiro de São Francisco, construído em 1512 e destruído pela esquadra do corsário sir Francis Drake em 1586 (um terremoto em 1673, finalizou a destruição) são impressionantes. Do outro lado do rio Samoza, fora da cidade colonial, o Faro a Colón, um museu em forma de pirâmide, guarda a tumba de Cristóvão Colombo.


Altos de Chavon, uma das principais atrações da ilha

Retranca 3 - JUAN DOLIO E LA ROMANA: DIVERSÃO E LUXO
Os quase 300 quilômetros de praia da ilha levam à seguinte questão. Qual delas escolher? Não é fácil. Santo Domingo fica no sul e a cerca de 45 minutos de distância se encontra o complexo hoteleiro de Juan Dolio, uma boa opção de hospedagem, pois permite visitar os tesouros históricos da capital e aproveitar as delícias de um resort à beira-mar.

Depois de alguns dias de descanso e lazer em Juan Dolio - os hotéis têm atrações como esportes náuticos, teatro, discotecas - a sugestão é continuar a boa vida em outro endereço, como a praia de Bávaro ou a de Punta Cana, no leste da ilha, a 170 quilômetros. É possível ir por mar ou de avião, mas vale a viagem por terra, um passeio de três horas conhecendo lugares interessantes. Na rota, a província de La Romana com seu resort Casa de Campo, um dos dez mais luxuoso do mundo. Em seu aeroporto chegam vôos comercias vindos de Miami e San Juan, assim como jatinhos particulares dos ricos e famosos. Neste ponto da viagem, ao cruzar um certo rio Chavón, a paisagem parece familiar.

Não é coincidência, o rio foi cenário de alguns filmes famosos, como Apocalipse Now, Jurassic Park, Rambo 2. Mas a principal atração da região é Altos de Chávon, uma cidade de pedra, recriação de uma vila italiana do século 16, ocupada por artistas, que expõem seus trabalhos nos ateliês.


Praia de Punta Cana, uma das favoritas dos turistas

Retranca 4: PUNTA CANA, A FAVORITA DOS TURISTAS
Mais uma hora e pouco de viagem e se chega ao paraíso: 32 quilômetros de praia de areia branquíssima e fina ornada por coqueiros. É a região de Macao, Bávaro e Punta Cana, a favorita dos turistas. Para recebê-los há nada menos que 15 complexos turísticos. Cerca de 70 vôos, regulares e fretados, pousam toda semana no aeroporto internacional de Punta Cana.

Os hotéis ocupam e mimam seus hóspedes 24 horas por dia, nas praias, piscinas, discotecas, bares e restaurantes - um deles, o luxuoso Bávaro Palace, possui 14 restaurantes! Quase todos estes resorts funcionam no sistema tudo incluído, em que se come e se bebe sem limites. Para sorte dos hóspedes há muitas atividades e esportes, que compensar o ganho de calorias - aulas de tênis, de merengue, mergulho, windsurf, caiaque e balada na discoteca.

Dos hotéis saem passeios por terra - trilhas até cachoeiras e cavernas - e por mar em lanchas rápidas ou catamarãs. Um dos mais bonitos vai até a ilha de Saona, na área do Parque Nacional do Leste, com direito a paradas em piscinas naturais, sempre animados por muito merengue e muito rum. Com tudo isto, depois de conhecer a República Dominicana, é impossível se dizer que foi apenas "mais uma praia do Caribe".


Punta Cana: muita comodidade em seus 15 complexos turísticos

Retranca 5 - SERVIÇO
COMO CHEGAR
A Copa Airlines, tel (11) 3138-6200, tem quatro vôos semanais, saindo de São Paulo, com conexão no Panamá. Os vôos partem de São Paulo às segundas, quartas, quintas e sábados com destino a Santo Domingo, embarcando às 14h10, chegando às 23h, com escala entre 18h10 e 19h30, no Panamá. O bilhete ida e volta custa US$ 583 de segunda a quinta, de sexta a domingo o valor é US$ 623. Tarifas validas para retorno até 31 de março.

ONDE FICAR
Existem excelentes opções de hospedagem na ilha. Em Juan Dolio, destaca-se o Barceló Capella Beach Resort, tel. (809) 526-1080. Quem ficar em Punta Cana poderá desfrutar do maravilhoso Barceló Bavaro Palace, tel. (809) 686-5797, com seus 14 restaurantes. Em Santo Domingo, uma ótima opção é o Barceló Gran Lina, tel. (809) 563-5000. Os hotéis trabalham com sistema "tudo incluído", com café da manhã, almoço e jantar incluídos na diária e consumo ilimitado de bebidas (exceto no Hotel Barceló Gran Lina)

MOEDA
A moeda corrente é o peso dominicano. 1 dólar tem o valor de 15 pesos dominicanos.

INFORMAÇÕES TURÍSTICAS
Vale a pena visitar o site www.dominicana.com.do para obter informações sobre o país e descobrir porque 3,5 milhões de turisitas visitaram a República Dominicana em 2000.

PACOTES
Para as férias de verão, a Copa Airlines Vacations conta com um programa de seis noites para alguns dos maravilhosos resorts all inclusive que pontilham a praia. São três opções: Barceló Talanquera Beach Resort, Occidental Playa Real ou ainda o Barceló Capella Beach Resort.

A grande vantagem do balneário de Juan Dolio é sua proximidade - cerca de uma hora - de Santo Domingo, a capital do País, contra pouco mais de três horas de estrada para se alcançar Punta Cana, outro destino afamado da República Dominicana.

O programa custa a partir de US$ 1.129 por pessoa em apartamento duplo, para embarques até 31 de março. Inclui passagens de ida e volta, sistema tudo incluído (café da manhã, almoço, jantar e bebidas ilimitadas), traslados de chegada e saída, cartão de assistência e uma bolsa de viagem. O preço pode ser parcelado com uma entrada, mais seis prestações sem juros no cartão de crédito internacional. O trecho aéreo é realizado nos modernos jatos da Copa Airlines.


Os deliciosos pratos típicos da República Dominicana

A Empresa Aérea Copa Airlines, que realiza os vôos do Brasil para a República Dominicana.

Reportagem de Jô Gomes dos Reis

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Japão

As maiores atrações do Japão para visitantes estrangeiros residem na enorme multiplicidade de atrativos culturais, na grande variedade de encantos naturais e no povo verdadeiramente hospitaleiro.

Nação que avança a passos largos para a vanguarda do futuro com suas indústrias de alta tecnologia, ao mesmo tempo em que preserva uma herança de milhares de anos de uma história que pode ser traçada até as épocas mitológicas, o Japão vive o grande desafio da coexistência do antigo e do moderno.

O Japão possui um grande número de santuários e templos que têm uma história de 1.000 a 2.000 anos. Para grande surpresa dos que os visitam, a maioria não se encontra em estado de "ruína", mas ainda servir como centro de atividades religiosas e fonte de tradições culturais e de estilos de vida. É realmente estimulante ver santuários e templos banhados pelo tempo, ou bairros seculares de samurais, coexistindo em harmonia com a sociedade moderna.

O verdadeiro arquipélago japonês consiste em mais de 3.000 ilhas, ao redor das quatro principais, Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu, que se estendem em 3.000km de norte a sul, das zonas sub-árticas até as subtropicais. Seu clima é caracterizado por quatro estações bem definidas, que saúdam os turistas com as respectivas belezas cênicas em qualquer época que se visite o Japão. As cerejeiras em flor na primavera, o verde viçoso do início do verão, as folhagens escarlates no outono, e as paisagens de neve no inverno simbolizam as quatro estações. Desde a antigüidade, as quatro estações inspiram a literatura e as artes japonesas. Entre elas, notabilizam-se os poemas haiku de dezessete sílabas, que contém uma frase sazonal, e os desenhos delicados dos kimonos, dos objetos em laca e em porcelana.

A natureza do Japão é também generosa ao oferecer aos visitantes um brinde : as águas termais. Como faz parte do anel de fogo do Pacífico, o Japão é um paraíso para as termas, com tantas águas minerais que jorram em todo o país. Sua estada numa das hospedarias em estilo japonês, conhecidas como ryokan, numa estância termal provavelmente lhe proporcionará inesquecíveis e vívidas recordações do Japão.

Rodeado de água e de formações rochosas, o Japão é rico em bênçãos do mar e da montanha. Assim, a culinária japonesa é famosa por seu paladar delicado e saudável. Além dos pratos mais conhecidos como o sushi, o sashimi e o tempurá, cada localidade possui suas próprias iguarias, que agradam ao paladar e oferecem uma experiência sensória estimulante. Mas não será preciso sentir saudades de sua própria culinária. As principais cidades do Japão oferecem quase todos os tipos de comidas do mundo todo.

Além disso, as metrópoles como Tokyo proporcionam todas as formas de entretenimento urbano, desde as artes tradicionais japonesas como o Nô, o Kabuki e o Bunraku até concertos de orquestras mundialmente conhecidas e de artistas populares. Para conectar estes centros populosos com cidades menores existe uma rede de transportes altamente desenvolvida - comboios expressos shinkansen, auto-estradas e rotas aéreas domésticas. O Japão é, no seu todo, um organismo que combina grandes cidades cosmopolitas e comunidades regionais possuidora de raízes profundas nas culturas locais. O que é comum em qualquer lugar que se visite, é o calor humano e a hospitalidade das pessoas. A maior atração do Japão pode ser encontrada no seu povo hospitaleiro.


VISTO PARA TURISMO

  • Comprovante de renda (original e xerox - Traveller check, recibo de compra de moeda estrangeira, declaração de imposto de renda, contra-cheque.

  • Passagem de ida/volta, ou print de reserva da viagem (original e xerox)

  • Obs.: Para retirada do passaporte com visto faz-se necessário a apresentação da passagem aérea e uma cópia da mesma.

  • Formulário preenchido e assinado (Original, fornecido pelo Consulado do Japão)

  • 01 foto 3X4 (nítida e recente)

  • Passaporte com validade mínima de 06 meses

  • Cópia da identidade do requerente

OBS: Prazo para estada no Japão: 3 meses

Documentos Necessários para requerer o Visto:
Obs.:
Os documentos necessários irão depender também do local de residência do requerente, sendo aconselhável entrar em contato com o Consulado de seu Estado para mais informações.

· VISTO ESPECÍFICO (Para longa permanência)

1 - Filho(a) de japoneses:

  • Kosekitôhon (original, com 1 ano de validade)

  • Certidão de nascimento (xerox autenticada)

  • Xerox autenticada da identidade do pai ou mãe (daquele que é japonês)

  • Carta de garantia do Japão e comprovante de renda do fiador. O(a) fiador(a) deve ser parente e deverá estar residindo no Japão.

  • Atestado de residência do fiador japonês

  • Preenchimento de 2 vias de um formulário em inglês

  • fotos 5X5 (nítidas e recentes)

  • Cópia da identidade do requerente

OBS: Se o(a) fiador(a) for estrangeiro, será necessário apresentar, além do comprovante de renda, xerox do passaporte para a conferência da assinatura e comprovante de registro de estrangeiro. No caso do(a) fiador(a) for pessoa de nacionalidade japonesa, os documentos necessários são: comprovante de residência, comprovante de renda e xerox do passaporte ou Kosekitôhon.

2 - Cônjuge japonês(a)

  • Kosekitôhon (original, com 1 ano de validade) Certidão de Casamento (xerox autenticada)

  • Identidade do cônjuge (xerox autenticada)

  • Carta de garantia do Japão e comprovante de renda do fiador (caso o(a) fiador(a) seja estrangeiro(a), além do comprovante de renda, será necessário a apresentação do comprovante do registro de estrangeiro e cópia do passaporte para a conferência da assinatura). O fiador deve ser um parente e estar morando no Japão.

  • Atestado de residência do fiador

  • Preenchimento de duas vias de um formulário em inglês

  • Duas fotos 5X5 (nítidas e recentes)

  • Passaporte

  • Cópia da identidade do requerente

OBS: Quando o casal for viajar junto, deverá apresentar xerox das passagens aéreas.

Frases úteis para o dia a dia:

O cumprimento é feito através de uma reverência, onde a pessoa inclina-se para frente; seu grau de inclinação depende da situação do momento e do grau de relação entre as pessoas envolvidas. Este gesto é chamado "odigi" e significa respeito e afeição. Cumprimentar é um hábito muito apreciado que os japoneses fazem questão de cultivar.

Cumprimentos básicos:

  • Ohayo gozaimasu = Bom dia
    Konnichiwa = Boa tarde
    Kombanwa = Boa noite
    Oyasuminasai = Boa noite (quando irá dormir ou quando se despede de alguém à noite)
    Sayonara = Até logo, adeus
    Hajimemashite = Muito prazer
    Ogenki desu ka = Como vai?

Outras palavras e frases importantes:

  • Arigatô gozaimasu = obrigado(a)

  • Iie doo itashimashite = por nada, não há de quê

  • Sumimasen = desculpas, por favor. Utilizado quando se pede desculpas, ou quando irá pedir um favor, informação a alguém

  • Shitsurei shimasu = com licença, quando pedir licença para passar, para entrar na casa ou escritório de alguém, também quando você se retira de algum local antes que outras pessoas

  • Gomenkudasai ou gomen nasai = me desculpe

  • Hai = sim

  • Iie = não

  • Watashi no namae wa ---- desu = Meu nome é ---

  • Watashi wa burajiru kara kimashita = Venho do Brasil

  • Doko desu ka? = Onde fica, onde é

  • Ikura desu ka? = Quanto custa?

  • Takai desu = É caro

  • Yasui desu = É barato

  • Irashaimassê = Seja bem vindo

  • Wakarimashita = Entendi

  • Wakarimasen = Não entendo

  • Motto Yukkuri itte kudasai = Por favor, fale mais devagar

  • Chotto matte kudasai = Espere um momento, por favor.

  • Kanko kyaku desu = Sou turista

  • X nichikan taizai no yotei desu = Quero ficar x dias

  • Ryogaejo wa doko desu ka? = Onde fica o guichê de câmbio

  • Shinkoku suru mono wa arimasen = Não tenho nada a declarar

  • Azukarisho o kudasai = Por favor, dê-me o recibo de depósito

  • Basu (densha) noriba wa doko desuka? = Onde fica a plataforma/ponto de ônibus/trem?

  • Kippu uriba wa doko desu ka? = Onde se vendem as passagens?

  • Toirê wa doko desuka? = Onde fica o banheiro?

  • Nihongo wakarimasen = Não entendo japonês

  • Porutogarugo o hanaseru hito wa imasu ka? = Tem alguém que fale português?

Etiqueta no Japão

Os costumes e normas de etiqueta do Brasil e Japão são diferentes em muitos aspectos, o que tem causado mal-entendidos, equívocos e situações às vezes constrangedoras.
Para que os estrangeiros possam conviver de forma tranqüila e sem problemas dentro da sociedade japonesa, é preciso aprender e respeitar os costumes e as pessoas. Também é muito valorizado o respeito aos vizinhos, mantendo um bom relacionamento e cooperação mútua.

O cumprimento é feito através de uma reverência, onde a pessoa inclina-se para frente; seu grau de inclinação depende da situação do momento e do grau de relação entre as pessoas envolvidas. Este gesto é chamado "odigi" e significa respeito e afeição. Cumprimentar é um hábito muito apreciado que os japoneses fazem questão de cultivar.

Ao dirigir a palavra a outra pessoa:

Sama ou San


Quando for falar com outra pessoa, sempre chamá-la pelo sobrenome, seguido de "san" ou "sama"(forma polida) que quer dizer senhor, senhora ou senhorita. Somente chamar pelo nome ou apelido quando esta pessoa autorizar para tal.
No caso de pessoas que você não saiba o nome, quando pedir alguma informação, dizer "sumimasem" (por favor) seguido da pergunta.
Na empresa, quando se trata de superiores, chamá-lo pelo cargo, por exemplo : Sr. Presidente = shatyô-sama.
Antes de começar a refeição, todos dizem "itadakimasu" e ao terminar dizem "gochiso sama". São frases que expressam apreciação e agradecimento pela refeição.

Geralmente os japoneses comem com pauzinhos (hashi ou ohashi). A tigela de arroz é colocada à sua esquerda e a de sopa à direita, e os hashi são colocados em frente a elas, na horizontal.
O correto é segurar o hashi com a mão direita e usar a esquerda para levantar as tigelas de arroz e de sopa para comer, podendo beber a sopa diretamente da tigela. Já os outros pratos e tigelas ficam sobre a mesa. Quando houver pratos que serão degustados por todos, terá um talher ou hashi para cada prato, onde você irá utilizá-lo para se servir.
Quando não houver talher ou hashi, deverá se servir utilizando seu próprio hashi do lado oposto ao que você está comendo, mas dependendo do prato, seu hashi poderá ficar sujo, então poderá ser pedido um talher ou hashi para o prato, ou se estiver entre amigos ou pessoas mais íntimas, poderá dizer para não se importarem e se servirem com o próprio hashi, sem precisar utilizá-lo ao contrário.
Enquanto estiver comendo o arroz, e quiser pausar, deverá deixar o hashi em cima da tigela na horizontal ou sobre hashioki (descanso de hashi). Não espete o hashi no arroz, isto significa arroz servido em velório.
Quando os japoneses tomam sopa, é costume fazer barulho com a boca, dizem que é demonstração de apreciação ao prato.
Geralmente em restaurantes, antes de se servir, é oferecido um oshibori (toalhinha úmida para limpar as mãos). É falta de etiqueta limpar o rosto, o pescoço, etc..

Chinelos e sapatos

Ao entrar numa casa típica oriental, tire os sapatos na entrada (genkan) e calce os chinelos próprios para serem usados dentro de casa. Quando entrar numa sala ou quarto de tatami ( uma esteira feita de palha e coberta de junco tecido), deve se tirar os chinelos e deixá-los no corredor. Geralmente existem chinelos próprios para o banheiro também.

Quartos

Para dormir, as pessoas usam colchões estofados e colchas (futon), colocados no chão do quarto. De manhã, são recolhidos, dobrados e colocados no armário, podendo-se usar o mesmo quarto de dormir para sala de jantar ou sala de estar.

Sala de jantar ou sala de estar

Geralmente é usada uma mesa baixa, com almofadas (zabuton) para se sentar, de joelhos, mas poderá esticar as pernas também, embaixo da mesa. No inverno, existem estas mesas baixas com sistema elétrico especial na parte de baixo (kotatsu), onde há cobertor e por cima é colocado um tampo da mesa. Você se mantém aquecido colocando-se as pernas embaixo da mesa.

Banho

A casa japonesa possui um cômodo que é feito apenas para banho, chamado ofurô, banho de imersão. A banheira é quadrada e funda, onde é colocada água fria e aquecida com aquecedor especial, alguns a gás e outros por eletricidade.

Antes de entrar na banheira, deverá lavar o corpo e somente entrar depois de se enxaguar, pois a água não é trocada cada vez que uma pessoa a utiliza, tomando-se o cuidado para não sujar a água, pensando no próximo que irá utilizá-la.

Meishi - cartão de visitas

No Japão, é comum fazer a troca de cartões de visita (impresso com nome da empresa, seu cargo, nome, endereço e telefone) quando se encontram pela primeira vez. O meishi esclarece a posição, status e grupo hierárquico da pessoa dentro da empresa, desempenhando um papel importantíssimo numa sociedade onde o grau hierárquico é muito respeitado.

Qualquer pessoa pode fazer, pedir para imprimir um meishi da maneira que desejar.
Já um meishi da empresa, deverá possuir o nome da empresa, seguido de seu cargo, nome , endereço e contato. Num encontro de negócios ele possui um papel importante, é imprescindível que você possua seu meishi, pois poderá ser considerado falta de etiqueta e rude não possuí-lo. O cartão de visitas no Japão possui um papel muito diferente e muito mais importante que em outros países.

Entrega-se o meishi com as duas mãos, o mesmo ao receber. Não dobre nem escreva no cartão e, se possível, tenha em mãos o "meishi-ire", um porta cartão. Se não tiver, guarde-o no bolso interno do paletó ou em sua carteira.
Tente memorizar o nome, posição e empresa da pessoa. O meishi é um instrumento importante e também útil para que seu nome seja lembrado, e também para que você não se esqueça com quem esteve.

ANIME, OVA, MANGA e MOVIE

  • MANGA - histórias em quadrinhos japonesas. Na maioria das vezes, um mangá bem sucedido se torna um anime e vice-versa.

  • ANIME - desenho japonês, pode ser uma série de tv, um ova ou um movie. Este é feito para todo tipo de espectador, adultos, homens, mulheres, adolescentes, etc.

  • OVA - original video anime, desenho feito para ser vendido em video, costuma ter poucos episódios e qualidade superior a das séries de tv.

  • MOVIE - filmes feitos para o cinema, costuma ter melhor qualidade que um ova.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Cancun



Como chegar
Cancun pode ser alcançada por terra, mar e ar. Há estradas de todos os tipos que ligam Cancun com Merida, Uxmal, Campeche, Belize e outras. Pelo ar, há vôos regulares saindo de Miami, Cidade do México, Los Angeles, Nova York e outras cidades. Há também vôos saindo do Brasil com excursões. Por mar, há diversos cruzeiros que, além de Cancun, aportam em muitos outros lugares paradisíacos.

Onde ficar
Eis aqui algo que não constitui exatamente um problema. Só na ilha há mais de 50 hotéis à escolha. A maioria das grandes cadeias de hotéis, está aqui representada. Se você procura águas tranqüilas, os hotéis da parte superior do "7" são os mais recomendados. Se o que você pretende são preços módicos, o ideal é hospedar-se em Ciudad Cancun.

Onde e o que comer:
Há excelentes restaurantes, tanto na ilha como na cidade. O forte é a excelente comida mexicana (para baiano nenhum botar defeito!) e os frutos do mar.

Grande parte dos bons restaurantes está localizada nos próprios hotéis, assim, para você comer bem, não terá provavelmente que sair do hotel. Muitos hotéis servem o jantar na pérgola da piscina normalmente acompanhado por conjuntos de jazz, de marimbas, de Mariachis ou de "reggae". Não deixe de experimentar guacamole, tacos, burritos, huachinango, achiote, cabrito al horno de leña e por que não, frutos do mar grelhados ou uma excelente paella. Bon apetit!


terça-feira, 21 de abril de 2009

Tibet

A topografia do Tibet faz com que qualquer viagem seja extremamente difícil.

O Tibet oriental é cheia de vales íngremes e altas montanhas que alcançam 5.000 metros acima do nível de mar. É comum percorrer verticalmente 3.000 metros pelo fundo dos vales para se chegar a estrada e continuar uma viagem ás longas pontes suspensas para a travessia dos rios.

O Tibet do norte é um platô elevado com cerca de 6000 metros acima do nível de mar.
A terra gelada é mais difícil de ser atravessada do que cruzar os pólos devido ao ar rarefeito. A viagem por todo o Tibet chega a levar meses ou até anos. No inverno as travessias se tornam quase que impossíveis.

O exército britânico teve que retirar-se após ter conquistado Lhasa (principal cidade) em 1904, pois o inverno estava vindo.No passado, o transporte utilizado pelos tibetanos eram os cavalos e carneiros.

Os cavalos tibetanos são rudes e fortes, apropriados para o ar rarefeito.As principais mercadorias transportadas são o sal da área norte do lago, chá das áreas do sul.Para cruzar um rio, se for rasa, uma ponte de madeira é construída, se o vale for íngreme, uma ponte suspensa é construída. Quando o rio é grande, os tibetanos usam as jangadas feitas das peles dos animais. Nas áreas agrícolas, os tibetanos se utilizam do burro e do asno.

No início da Primavera de cada ano iniciam uma jornada por centenas e milhares de quilômetros.



A Jornada pelo Sal, leva cerca de dois a três meses. Eles mesmos acabam consumindo uma boa parte do sal durante a viagem de volta, mas com o restante do sal eles devem sobreviver até a próxima viagem, isto é, que levará doze meses.
Transporte Moderno

Há um moderno aeroporto em Lhasa e outro em Chamdo.

Há estradas por quase toda Tibet. Devido a altitude, os vales íngremes e a terra congelada, o projeto da construção de Ferrovia continua no papel há 30 anos.

O Tibet, antes da invasão

Os tibetanos chamam o seu país de Böd, termo derivado do nome de uma antiga religião, o Bön; às vezes, acrescentam o termo Kangchen, "Terra das Neves". O início de sua história data de 2.300 anos atrás. Nos oito primeiros séculos, foi governado por uma dinastia militar que se fixou no vale Yarlung. Gradativamente, a dinastia foi expandindo o seu domínio no planalto tibetano, entre a China, a Birmânia, o Butão, a Índia e o Nepal, próximo às montanhas do Himlaya. Por se localizar a uma altitude média de 3.000 metros, o Tibet também é chamado de "Teto do Mundo".

Por volta do século VI, diversas campanhas militares foram enviadas para as terras vizinhas. O povo tibetano, nômade, tinha uma reputação de "bárbaro" na China, na Turquia, na Pérsia, na Mongólia e na Índia. Mas, no século VII, o imperador tibetano Songzen Gampo começou a transformar a civilização feudo - militar em um império mais pacífico. Investigando as civilizações da China e da Índia, Songzen notou a presença do budismo Mahayana (Grande Veículo) e decidiu fazer uma grande adaptação cultural. Enviou estudantes para a Índia, onde aprenderam a língua sânscrita e começaram a traduzir a vasta literatura budista para a língua tibetana.

Songzen construiu muitos templos imperiais, como o Jokhang e o Ramochê (ambos na nova capital tibetana, Lhassa). Seus sucessores continuaram a transformação cultural, custeando as traduções, organizando conferências e criando instituições. O auge do processo ocorreu por volta do ano de 790, com o imperador Trisong Detsen. Ele fundou o monastério de Samye, com a ajuda dos mestres Padma Sambhava e Shantirakshita. Além dos estudos budistas, diversas artes e ciências floresceram: matemática, medicina, psicologia, anatomia, neurologia, química, botânica, política, arquitetura, poesia etc. Os especialistas vinham da Pérsia, da Índia, da Uighuria, da Mongólia e da China.

Depois da ascensão dos estudos em Samye, houve um período de confusão; uma revolta na família real fez a dinastia entrar em colapso. A nação se fragmentou e o budismo foi temporariamente perseguido. Um século depois, as instituições budistas ressurgiram. Nos três séculos seguintes, sob a influência do indiano Atisha (que viveu no Tibet de 1042 a 1055, quando faleceu), os estudos refloresceram, a construção de monastérios aumentou e a tradução dos textos canônicos foi concluída, dando lugar à produção de textos realmente tibetanos.

Como a força do budismo era grande, a "política de não-violência" impediu o surgimento de novas dinastias. As famílias nobres que governavam áreas locais foram perdendo sua influência para as instituições monásticas. Nos séculos XIII e XIV, o Tibet foi incorporado ao império mongol e dividido em treze regiões administrativas. Cada uma destas regiões era governada por uma família nobre e por uma hierarquia monástica. A família Khön e a hierarquia Sakya foram favorecidas pelo imperador mongol, Khubilai Khan.
No fim do século XIV, a dinastia nativa de Pagmodru passou a controlar o Tibet. Na mesma época, o lama Je Tsong Khapa iniciou a "renascença espiritual" do budismo tibetano, realizando o Grande Festival das Orações na cidade de Lhassa, em 1409. (O Grande Festival das Orações, ou Mönlan Chenmo, era comemorado anualmente no Tibet até 1960, quando os chineses fortaleceram a invasão e limitaram as atividades religiosas).

O Tibet continuou com a política de não-violência. Nos séculos XV e XVI, a quantidade de militares diminuiu e a de monges aumentou. Gendün Drupa, jovem discípulo de Je Tsong Khapa, estava liderando uma nova escola budista, chamada Geluk; ela usava novos ensinamentos, textos e monastérios, como o Tashilhunpo, fundado em 1445 pelo próprio Gendün. Após a sua morte, um garoto foi aclamado como reencarnação de Gendün. Depois de vários testes e milagres, isto foi confirmado e o garoto passou a ser chamado de Gendün Gyatso. Na encarnação seguinte, novamente cercada de testes e milagres, foi chamado de Sönam Gyatso. Em sua visita à Mongólia, em 1573, Sönam recebeu do imperador Altan Khan o título de Dalai Lama ("Oceano de Sabedoria"). Como era a terceira reencarnação de Gendün, Sönam passou a ser conhecido como Sua Santidade o Terceiro Dalai Lama.

S.S. o Quinto Dalai Lama (1617-1682), o "Grande", foi entronado como rei do Tibet e fundou os palácios de Ganden e Potala. O "Grande" desmilitarizou totalmente o país, promovendo o desenvolvimento das instituições monásticas e continuando com a política de não-violência. A independência do Tibet foi garantida por Shun Chih, imperador dos manchus. O "Grande" também incentivou os mongóis a praticarem o budismo, enquanto os manchus defenderiam as sociedades budistas desmilitarizadas através de um protetorado. A pacificação e desmilitarização dos mongóis pelos tibetanos foi uma das maiores transformações sociais da história.

Atualmente, o governo da República Popular da China afirma que o Tibet já fazia parte do seu território; porém, os Dalai Lamas governaram o Tibet sem interferências chinesas até o início do século XX.

Reportagem : Marcia Someya
Fonte: S.O.S Tibet

Barcelona - Espanha

Uma cidade que fica na região catalã ,onde a língua se assemelha a uma mistura do castelhano e francês. É uma das cidades mais agitadas da Espanha, conta com uma legião de turistas jovens de todas as partes do mundo passeado pelas calçadas de “ La Rambla”. Ficou bastante conhecida sendo sede das Olimpíadas de 1992 , mas sua característica marcante é a assinatura do maravilho artista Gaudí em todas as partes da cidade,inclusive em seu cartão postal: A Igreja da Sagrada Família. Não deixe de visitar a Igreja de Barcelona, onde se pode entrar e conhecer os claustros da época da inquisição.

Uma cidade mediterrânea, capital da Comunidade Autônoma da Cataluña de clima agradável e que mantém uma incrível harmonia entre construções modernas e raízes históricas que remontam a Idade Média que contam sua história ao longo do tempo, do aeroporto de Barcelona, além de outras opções, também existe uma linha de trem que nos leva diretamente ao centro da cidade, a estação Sants, onde encontraremos todos os serviços desejados e saindo pela "Plaza dels Paisos Catalans" encontraremos transporte urbano, inclusive linhas de ônibus turístico circulares que podem ser uma ótima opção para conhecer a cidade; existem vários hotéis nas proximidades inclusive na própria estação, porém conhecemos apenas um com preço considerado barato, meia quadra à direita da estação.

Há muitos museus e com excelentes mostras e coleções. Destacamos o Museu Picasso, a Fundação Miró, a Fundação "La Caixa", o Museu de Arte Comtemporânea e o Centro de Arte e Cultura Comtemporânea, a Fundação Tapies, etc. Aproveite para conhecer aqueles quadros e pintores que você já viu tanto em reproduções. Promoções: No primeiro domingo do mês alguns museus são gratuitos (podem ser outros dias do mês). Na Fundação Miró (tel. 93 329 1908) estudante paga metade. Na 4ª feira, alguns museus são gratuitos, entre eles, o Museu Picasso, tel. 93 319 6310. Outro destaque é o Mostra Gaudí, dentro da "La Pedrera", no Passeig de Gràcia.

Arquitetura - Barcelona tem um excelente repertório de obras arquitetônicas desde ruínas romanas, passando por igrejas e edifícios medievais, como a Igreja de Santa Maria del Mar e o palacete que abriga o museu Picasso, passando pela arquitetura genial de Gaudí, com suas obras como o parque Güell, Sagrada Família, Casa Batló, "La Pedrera", etc. Ainda, o "Eixample" - expansão modernista da cidade antiga, com sua típica arquitetura em quadras, chamadas manzanas, que faz de Barcelona uma das cidades de maior densidade, mas, de boa qualidade de vida, principalmente depois das reformas e construções que a prepararam para as Olimpíadas ocorridas em 1992; deste modo, veja também os edifícios modernos, projetados por renomados arquitetos internacionais, como os locais Bofill, Bohigas e Martorell, além dos estrangeiros Richard Meyer, (MAC) Mies van der Rohe (pavilhão alemão, junto à praça de Espanha), Arata Ysosaki (Palau San Jordi), Norman Foster (Torre de Calserola), etc.














Teatro e Música - a oferta é grande e os preços variam. Destacam-se as programações dos festivais de estação, coordenados pelo poder público como "El Grec" - Festival de Verão, trazendo inclusive músicos brasileiros, e o festival de Outono. A Sala Apolo e a produtora/importadora de discos brasileiros Tangará, sempre estão trazendo/apresentando cantores da atualidade, etc. Outro destaque é o Sónar, festival de Arte Multimídia e Música avançada, realizado cada ano no mês de junho, um dos mais importantes eventos mundiais na cena da música eletrônica, cultura urbana e arte contemporânea.

A noite de Barcelona é tão grande que não cabe na disposição do mais experimentado nos notívagos. Não é só uma questão de decorrer de horas - é uma sequência delirante de restaurantes, bares, dancings, shows, homens e mulheres. Para experimentar essa sensação, o garotão caprichou no banho, salpicou o corpo com perfume e vestiu a roupa da moda.

Confundir um barcelonense com um madrilenho é o caminho mais curto para entrar numa "fria" - o povo chega a detestar ver o nome Catalunha escrito com a grafia castelhana, Cataluña; o certo é Catalunya, com a grafia catalã. Faça um teste, pergunte a um barcelonense típico se ele é espanhol. Você tem nove chances entre dez de a resposta ser: "não (expressão séria, semblante cerrado), não, eu sou catalão (idiota)".Ser catalão significa ser um trabalhador incansável (Barcelona é a cidade mais rica da Espanha, tem um dos portos mais importantes da Europa, bancos em profusão) inventivo (o inventor do submarino, Marcis Monturiol, é de uma cidade vizinha, Figueiras, a mesma de Salvador Dalí), amante do teatro (o reverenciado Fura Del Bals é daqui), da boa música (esta é a terra do violoncelista Pablo Casals), da ópera (berço da soprano Monserrat Caballé e da pintura (Miró por nascença e Picasso por adoção).

Quanto à comunicação não se preocupe, pois, com o espanhol você se entenderá perfeitamente com os catalães. Do ponto de vista legal há um processo de imersão lingüística em andamento, cuja intenção é incentivar o uso do catalão em todos os níveis. De todas as formas, será muito útil ter conhecimentos básicos de catalão que lhe permitam entendê-lo.

Reportagem :Marcelo Russo